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Fono&Saúde


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aderimos aos princípios da charte
HONcode da Fondation "Health On the Net"
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Texto da Fonoaudióloga Keila A. Baraldi Knobel
 Muitos são os profissionais que
usam a voz como instrumento de trabalho. São cantores, atores, professores,
radialistas, políticos, vendedores, telefonistas, secretários, empresários,
padres/pastores e todos aqueles que precisam da voz para exercer sua profissão.
O aparecimento de rouquidão,
cansaço vocal, ardume e/ou dor na garganta, pigarro e falta de ar
são sinais de patologias que acometem a laringe e podem estar relacionadas
ao uso abusivo da voz em condições desfavoráveis.
O mal uso da voz se refere a falar
excessivamente, falar alto e rápido, gritar, usar voz muito aguda
ou muito grave e praticar canto sem ter preparação adequada.
Tais hábitos associados ao fumo, ar-condicionado (ambos ressecam
a mucosa da laringe), poeira, alergias respiratórias, estresse, ruído
competitivo e predisposição genética propiciam o surgimento
de patologias laríngeas, que podem prejudicar ou até mesmo
impedir a atuação profissional.
O médico otorrinolaringologista
e o fonoaudiólogo podem dizer se o profissional está fazendo
um uso adequado da voz, dar orientações preventivas, avaliar
e tratar a patologia, se existente. Vale lembrar que o tratamento precoce
é sempre mais rápido, podendo inclusive poupar o indivíduo
de um cirurgia.
Por ser um valioso instrumento de
trabalho, além de reflexo de nossa saúde física
em mental, a voz merece atenção e cuidados especiais. Voz
saudável é voz agradável. 
Dicas de Higiene Vocal
Esses são cuidados para poupar
a laringe de esforços desnecessários que muitas vezes são
feitos e trazem prejuízo à voz e desconforto ao falante.
A higiene vocal deve ser seguida por adultos e crianças, mas principalmente
por profissionais
que usam a voz como meio de trabalho.
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Hidratação
do organismo é fundamental. Beba de 7 a 8 copos de água por
dia, em temperatura ambiente. Pode ser substituído por suco cítrico
natural e não açucarado. O refrigerante, por conter grande
quantidade de gases pode prejudicar a movimentação do diafragma,
por isso deve ser evitado. |
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Evite ambiente com ar condicionado,
que resseca as mucosas. Neste caso, intensifique a hidratação. |
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Não grite sem suporte
respiratório . O grito deve ser sempre evitado, mas em situações
esporádicas em que ele é necessário (principalmente
em certas profissões), o indivíduo deve gritar com técnica:
corpo ereto, inspirar profundamente sentindo a expansão do abdomem
e das costelas e falar em forte intensidade, com ataque vocal suave (item
4). |
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Ataque Vocal é o
encontro das pregas vocais quando começamos a falar uma palavra
ou frase. Se o ataque vocal for brusco, o atrito entre as pregas vocais
será muito forte, podendo causar inchaço e nódulos.
Assim, o mais aconselhável é o ataque vocal suave. |
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Tossir ou pigarrear excessivamente
provoca um atrito intenso nas pregas vocais, podendo feri-las. Como mecanismo
de proteção há um aumento do muco para protegê-las
do impacto, isso se torna um ciclo vicioso, pois a secreção
atrapalha a emissão vocal, forçando o indivíduo a
pigarrear novamente! O melhor é controlar a vontade de pigarrear,
aumentar a hidratação, fazer exercícios de vibração
de língua. Quando for imprescindível eliminar o pigarro,
sugere-se a realização voluntária e precoce do fechamento
glótico, como se estivesse realizando um esforço físico,
seguido de uma liberação repentina do fluxo de ar. |
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Falar em ambientes ruidosos
ou abertos leva o falante a intensificar a emissão vocal, pois há
competição sonora. Quando possível deve-se evitar
tais ambientes, mas no caso de profissionais que trabalham e tais condições
a voz deve ser projetada na máscara, os sons articulados com precisão
e a voz deve ser levemente agudizada. |
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Utilizar tom grave ou agudo
demais também é considerado um abuso. O tom mais apropriado
para a fala é o tom médio ou de uma a duas notas acima deste.
O tom levemente agudizado, apesar de não ser natural é o
que exige menos esforço para ser produzido, Por isso é o
ideal para profissionais que usam a voz o dia todo. |
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Falar excessivamente durante
quadros gripais ou crises alérgicas pode causar danos irreversíveis,
pois os tecidos que revestem a laringe estão inchados e o atrito
das pregas vocais durante a fala passa a ser uma forte agressão.
Deve-se falar o mínimo possível nessas ocasiões, e
beber água em abundância. |
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Praticar exercícios físicos falando
pode gerar sobrecarga pois durante o esforço físico ocorre um aumento no
fechamento das pregas vocais. |
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Fumar ou falar muito em ambientes de fumantes. O cigarro é altamente
irritante às mucosas do trato vocal, além de ressecá-las
e dificultar sua vibração. |
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Utilizar álcool
em excesso. O álcool também é irritante às
pregas vocais e tem um efeito anestésico que mascara a dor de garganta,
propiciando abusos vocais. |
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Cantar ou falar abusivamente
em período pré-menstrual não é aconselhável
pois nesse período várias regiões do corpo sofrem
inchaço, inclusive as pregas vocais O uso de pílulas anticoncepcionais
pode causar o mesmo efeito. |
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Falar demasiadamente logicamente
causa sobrecarga vocal. As pregas vocais são músculos como qualquer outro, e
também sofrem fatiga. |
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Falar muito após ingerir grandes
quantidades de Aspirinas, calmantes ou diuréticos. A Aspirina causa aumento da
circulação sangüínea na periferia das pregas vocais. Coma associação do atrito
de uma prega contra a outra há um aumento da fragilidade capilar. Os diuréticos
e calmantes ressecam as mucosas. |
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Cantar inadequada ou abusivamente
e fazer parte de corais sem preparo vocal. Cantar é um ótimo
exercício laríngeo, mas o indivíduo precisa ter preparo
e técnicas vocais, caso contrário podem surgir sérios
distúrbios orgânicos. |
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Alimentação
com excesso de condimentos trazem azia, má digestão e refluxo
de secreções gástricas, que podem banhar as pregas
vocais causando irritações nas mesmas. A maçã
e o salsão são recomendados pois são adstringentes,
deixando a saliva mais fininha. Já os derivados do leite e chocolate
engrossam a saliva e dificultam a articulação das palavras
e a vibração das pregas vocais.
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Resumo
do “Manual de Higiene Vocal para Profissionais da Voz”, de Silvia M. Rebelo
Pinho, ed. Pró-Fono, 1997. |
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