Texto da Fonoaudióloga Keila A. Baraldi Knobel

O
equilíbrio
O
equilíbrio
corporal permite
que o
corpo se mantenha parado de
modo
estável
ou
em
movimento de
maneira
harmônica e
precisa. Desta
maneira,
nos sentimos
seguros e
confortáveis
em
relação ao
nosso
corpo no
espaço e
nos integramos
fisicamente e
emocionalmente ao
ambiente
que
nos circunda.
Em linhas gerais, o
equilíbrio
corporal depende, do
funcionamento do
labirinto e de
sua
complexa
rede de
comunicação
com os
sistemas
ocular, proprioceptivo e
com o
sistema
nervoso
central. A
visão, a propriocepção (a
sensação
que temos do
nosso
próprio
corpo) e os
dois
labirintos (direito
e
esquerdo) enviam
para o
sistema
nervoso
central
mensagens
sobre a
posição da
cabeça e do
corpo no
espaço. O
sistema
nervoso
central analisa, compara e integra as
informações enviadas e
comanda o
aparecimento de
reflexos
oculares e dos
músculos do
corpo (principalmente
do
pescoço e da
coluna),
que controlam a posição do corpo para manter o
equilíbrio.
A
tontura
Os
transtornos do
equilíbrio se caracterizam, basicamente,
pela
instabilidade do
equilíbrio
corporal e
pela
presença de
tonturas. As
tonturas podem
dar a
sensação de
rotação (chamadas
de
tonturas rotatórias
ou
vertigens),
sensação de
queda, de
flutuação, afundamento
ou
instabilidade,
entre outras, e às
vezes
são acompanhadas
por
sudorese,
náuseas e
vômitos.
A
tontura é o sintoma
mais
comum no
mundo:
um
terço da
população
geral
já teve
tontura
em alguma
fase de
sua
vida. As
mulheres e os
idosos
são os
que
mais relatam o
sintoma,
embora
jovens e
crianças
também possam apresentá-lo.
Na
maioria dos
casos a
tontura está
associada a
doenças labirínticas. No
entanto,
ela
também pode
ser causada
por alterações psicológicas, neurológicas
ou
cervicais,
por
uso de
medicamentos
tóxicos
para o
labirinto,
por ingestão abusiva de
álcool,
nicotina e
cafeína
ou
por
doenças
como
sífilis e diabetes,
entre outras.
Tanto a
tontura
crônica
quanto a
aguda
são
extremamente desagradáveis e, dependendo do
caso, chegam a
comprometer
severamente a
qualidade de
vida do
paciente.
Tarefas
simples do
dia-a-dia,
como
fazer
compras,
dirigir,
caminhar,
praticar
esportes,
ler,
cuidar de
crianças e
limpar a
casa podem
ser
bastante afetadas
ou
até impossibilitadas
pela
presença da
tontura.
Por
isso é
comum
que o
paciente se sinta
inseguro, deprimido, desesperançoso e
até incapacitado.
Um
diagnóstico
preciso é importantíssimo
para a
determinação do
tipo de
tratamento a
ser seguido. A
audiometria e a eletronistagmografia
são os
exames
mais pedidos pelos médicos. Esses
testes verificam a
existência (ou
não) de alterações no
funcionamento do
ouvido (no
caso da
audiometria) e do
sistema
vestibular (no
caso da eletronistagmografia), o(s)
lado(s)
afetado(s), o
tipo e
localização da
lesão (periférica
ou
central). O
diagnóstico é
dado
pelo
médico
com
base na
história do
paciente, no
exame
clínico e no
resultado dos
exames
pedidos.
A tontura pode ser tratada
de muitas maneiras, e o tipo de tratamento prescrito dependerá da causa do
problema. Os principais tratamentos para tontura são: medicamentos,
reabilitação vestibular e, mais raramente, cirurgias.