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Fono&Saúde


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Contribuição da Fonoaudióloga Fátima Branco-Barreiro, Doutora em Neurosciências e
Compotamento e Professora Adjunta em Audiologia da UNIBAN, S.P.
E-mail
para contato:
fatima@branco.fnd.br
Bellis (2003)
propõe uma interpretação da avaliação do processamento auditivo baseada nas
habilidades auditivas deficientes, a fim de direcionar a terapia
fonoaudiológica para o fortalecimento das mesmas. Desenvolveu junto com
Ferre (1999; 2003) um modelo de categorização dos transtornos do
processamento auditivo, que consiste atualmente de três subperfis,
como denominados pelas autoras, primários e dois secundários.
Sub-perfis primários
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Decodificação
Auditiva: : é o subperfil mais específico à modalidade auditiva e,
é considerado por alguns como o único verdadeiro transtorno do
processamento auditivo. As habilidades auditivas deficientes são
principalmente o fechamento e a discriminação auditiva, processamento
temporal e a separação e a integração binaural.Os achados típicos na
avaliação comportamental do processamento auditivo são: déficit bilateral
ou na orelha direita nos testes de escuta dicótica, desempenho rebaixado
em testes monoaurais de baixa redundância e limiares elevados de detecção
de intervalos de silêncio; |
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Prosódia: é
freqüentemente somente a parte auditiva de uma disfunção maior e mais
global no hemisfério direito. Os achados típicos na avaliação
comportamental do processamento auditivo são: déficit na nomeação e na
imitação de padrões temporais (PPS e DPS) e desempenho rebaixado na orelha
esquerda em testes dicóticos com estímulo verbal (DD e SSW); |
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Integração
Auditiva: é caracterizado pela dificuldade em tarefas que exijam
transferência interhemisférica. Os sintomas desse déficit podem ser
somente uma manifestação de dificuldades de caráter multimodal originadas
por uma disfunção no corpo caloso. Os achados típicos na avaliação
comportamental do processamento auditivo são: déficit na nomeação de
padrões temporais, com melhor performance com resposta do tipo imitação (PPS
e DPS) e desempenho rebaixado na orelha esquerda em testes dicóticos com
estímulo verbal (DD e SSW), principalmente em testes com maior
complexidade lingüística (SSW); |
Sub-perfis secundários
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Associação
Auditiva: é caracterizado por uma inabilidade em aplicar as regras da
língua. Indivíduos com esse déficit freqüentemente apresentam dificuldade em
sentenças complexas ou na voz passiva, e outras mensagens com complexidade
lingüística. Os achados típicos na avaliação comportamental do processamento
auditivo é: desempenho rebaixado nas duas orelhas em testes dicóticos com
estímulo verbal (DD e SSW), sendo que freqüentemente a orelha direita tem
pior resultado;
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Organização de
Saída: é caracterizado por uma inabilidade em seqüencializar, planejar e
organizar respostas a uma informação ou a uma instrução da modalidade
auditiva. O provável local da disfunção é a transferência do lobo temporal
para o frontal e/ou o sistema eferente. Os achados típicos na avaliação
comportamental do processamento auditivo são: desempenho ruim no teste de
Fala com Ruído, em decorrência da dificuldade de realizar a figura-fundo,
observada nesse déficit, e resultados rebaixados em testes que exijam o
relato de vários elementos, como o SSW, o DD, o PPS e o DPS. Um indicador
fisiológico da presença desse déficit é a ausência ou anormalidade dos
reflexo acústico contralateral.
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Bibliografia
AMERICAN
SPEECH-LANGUAGE-HEARING ASSOCIATION. Central Auditory Processing: Current Status
of Research and impplications for Clinical Practice. A Report from ASHA Task
Force on Central Auditory Processing. Rockville, USA, 1995.
ALVAREZ,A.M.B.M.A.; CAETANO,A.L.;NASTAS,S.S. Processamento Auditivo Central:
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BECK,B.R. CAPD/APD Age Restrictions.
(link)
BELLIS,T.J.
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Publishing Group, San Diego, USA, 1996. ______. Assessment and management of
central auditory processing disorders in the educational setting from science to
practice. 2.ed. New York: Thomson Delmar Learning, 2003. 488p.
FERRE,J.M.
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Auditivo Central:Revisão da Literatura. Revista Brasileira de
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