Obesidade Infantil
Contribuição da
Psicóloga Fabiana Pereira Botelho
É
muito
comum ouvirmos: “Deve
haver
algum
problema hormonal,
por
isso
que engorda
tanto!” Na
verdade, 99% das
crianças
acima do
peso
não apresentam
distúrbios hormonais e a
obesidade
já atinge 15% de nossas
crianças e
adolescentes.
Existem
vários
aspectos envolvidos na
questão da
obesidade,
como o
genético, o ambiental e o
emocional. Pretendo
dar
enfoque,
aqui, a
este
último: o
fator
emocional.
Este está ligado
tanto ao
desencadeamento
quanto às
conseqüências da
obesidade.
Sabemos de todas as
doenças
que a
obesidade pode
acarretar,
como a
hipertensão arterial, o
diabetes
tipo 2,
muito citadas
em
tudo
que lemos
sobre
este
tema.
Mas,
além disso, a
obesidade gera
dificuldades
sociais e afetivas; as
crianças podem
sofrer
discriminação e é
comum desenvolverem
timidez,
isolamento e
sintomas de irritabilidade,
maior
sensibilidade,
choro
fácil. A auto-estima,
normalmente, é
afetada.
Temos
que
pensar,
então: o
que faz
com
que uma
criança supervalorize os
alimentos, tenha uma
necessidade de
comer
que
não é nutricional?
Não estou falando
em buscarmos
um culpado
para
tudo
isso,
mas
sim, tentarmos
compreender
cada
caso (pois o
motivo
que
leva a
engordar é
individual) e a
partir daí
proporcionar
possíveis mudanças.
Afinal, as
orientações
sobre o
que é
correto
para se
engordar
ou
emagrecer
todos parecem
ter uma boa
noção. Fazê-lo é o
problema. E
por
quê? Precisa-se
descobrir
esses
entraves
para se
ter
sucesso. E
este é
um
trabalho
que pode
ser
feito!
Fabiana Pereira Botelho atende crianças e
adolescentes.