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A OMS (1993), destacou que no Brasil
cerca de 10% da população geral, são portadores de deficiência. A
deficiência auditiva de grau e etiologia variada, ocupa o terceiro lugar
entre as deficiências existentes no país.
Muitos autores, no decorrer do
século, estudaram e muitos ainda estudam a importância da audição no
desenvolvimento do ser humano.
Segundo eles, a audição é o canal
nobre de todos os indivíduos, pois é a porta de entrada, iniciada antes do
nascimento, das informações fornecidas por uma mãe ao seu bebê, que o levará
um dia a se entender, desenvolver sua identidade, compreender o mundo que o
rodeia, expressar ao outro seus anseios e suas necessidades, estabelecendo
assim o início dos vínculos sociais, interações inter e intra-pessoais.
A criança que apresenta deficiência
auditiva sente a perda desse sentido e sabe da necessidade em se comunicar,
sozinha ela busca meios de compensá-la, seja através da linguagem gestual e
da leitura orofacial.
As primeiras comunicações do bebê
com o seu mundo ocorre por volta dos 6 meses de idade e permanece graças a
sua audição. O bebê que perdeu este sentido, com o tempo, passará a “falar”
(balbuciar) com menos freqüência.
É nosso
objetivo, como fonoaudiólogos, proporcionar a estas crianças um caminho,
seja ele através da linguagem oral, gestual ou as duas ao mesmo tempo,
favorecendo assim a interação d acriança com o mundo ao redor. É também,
nosso dever esclarecer aos pais dessa criança, qual é o problema existente e
quais são as opções para que ela se desenvolva e entender de maneira clara o
que é a deficiência auditiva.
O guia de orientação familiar foi
elaborado justamente para que pais, professores, amigos , enfim todos
aqueles que estão em contato direto com a deficiência possam entender melhor
o que vem a ser o problema apresentado.
Este guia de orientação tem como
meta maior atingir a população leiga, de forma a compreender e se
familiarizar com uma deficiência, neste caso específico a deficiência
auditiva na infância.
A cultura brasileira nas diversas
classes sociais,não esta preparada para conviver e "olhar" diferenças
pessoais como parte da vida. Em paises desenvolvidos, a convivência e a
deficiência andam lado a lado.Observamos isso no dia-a-dia,dentro dos meios
de transportes e em lugares comuns de uma sociedade, como escolas, igrejas,
centros comunitários e lares.
Assim sendo, é
necessário informar, levar ao conhecimento público de que a deficiência esta
nas pessoas e que existe maneiras de se comunicar, para que cada vez mais
essas pessoas sejam vistas como membro de nossa sociedade. Afinal, será que
existe algum ser humano sem deficiência?

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